Francisco Ferreira dos Santos, CEO da JFS Group e da Reset Foundation, defende que Moçambique tem condições para produzir mais dos alimentos que consome e transformar a agricultura numa alavanca de desenvolvimento económico e social.
O evento, organizado pela plataforma Global Agri Forum, em Lisboa, destacou a necessidade de reforçar as cadeias de valor, apostar no empresariado local e criar condições para atrair investimento.
“Temos de tratar a comida como uma questão de soberania nacional.” Foi com esta ideia que Francisco Ferreira dos Santos, CEO da JFS Group e da Reset Foundation, resumiu uma das principais questões que Moçambique enfrenta no sector agrícola: a necessidade de produzir internamente uma maior parte dos alimentos que consome.
A intervenção aconteceu no painel “Agriculture with Impact”, integrado no Global Agri Forum, conferência organizada esta Quinta-feira, nos escritórios da sociedade de advogados, em Lisboa. Para o empresário moçambicano, a agricultura deve ser encarada não apenas como uma atividade económica, mas como uma questão estratégica para um país onde cerca de 70% da população vive em zonas rurais.
Francisco Ferreira dos Santos conhece esta realidade de perto: “Somos uma família que nasceu em Moçambique”, explicou, sublinhando que a actividade do grupo tem sido construída num contexto – o de moçambique – marcado por elevados níveis de pobreza e por uma presença limitada do Estado em várias das regiões onde opera: “Operamos em zonas e num país muito pobre, com o Estado a estar muito ausente”, afirmou.
É neste contexto que o grupo desenvolveu uma actividade centrada na agricultura de fomento, procurando trabalhar diretamente com produtores e criar estruturas que permitam aumentar a produção e integrar os agricultores em cadeias de valor mais amplas.
Actualmente, a operação do grupo empresarial que lidera, apoia cerca de 30 mil famílias com o financiamento conseguido. O negócio rural assenta na produção e no processamento, com culturas como milho e soja.
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